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Secundário · 2021

Gest - E-commerce e Gestão de Stock

O meu primeiro projeto grande, construído em OutSystems no último ano do secundário.

  • OutSystems
  • Base de Dados

Contexto

Estágio curricular na ITGlee, em 2021. O projeto foi meu: comecei-o durante o estágio e continuei-o como Prova de Aptidão Profissional do ensino secundário, até ao dia da apresentação. Construído em OutSystems.

O problema

Uma loja de informática tem dois utilizadores com necessidades opostas. O cliente quer procurar, comparar e comprar depressa, e não quer saber do que se passa por trás. Quem gere o armazém quer saber o que há, o que falta e o que está a sair, e não quer navegar numa loja para descobrir isso.

Servir os dois a partir da mesma informação, sem construir duas aplicações desligadas que teriam de ser mantidas em sincronia, era o problema real. A loja em si é a parte fácil.

Decisões técnicas

  1. Uma só fonte de informação para os dois lados

    O stock que o gestor vê e a disponibilidade que o cliente vê são a mesma informação apresentada de duas maneiras, não dois sistemas a tentar manter-se sincronizados. Duplicar teria sido mais rápido de construir e era garantia de divergência à primeira alteração — o momento em que a loja mostra um produto que o armazém já sabe que acabou.

  2. Back-office desenhado para quem não é técnico

    Quem gere o inventário não é programador e não vai ler instruções. As operações que se fazem todos os dias — entrada de stock, correção de quantidades, ver o que está a acabar — tinham de estar à vista e ser difíceis de fazer por engano. Isso muda o desenho: não é a funcionalidade que decide o ecrã, é a frequência com que é usada.

  3. OutSystems, com o que isso traz e tira

    A plataforma foi o contexto em que o projeto nasceu. Acelera muito a construção de ecrãs e formulários, e tira liberdade assim que é preciso sair do caminho previsto. Foi a primeira vez que percebi que uma ferramenta que resolve noventa por cento do trabalho em metade do tempo pode transformar os últimos dez por cento na parte mais difícil de todas.

O que correu mal

Estava a aprender a ferramenta ao mesmo tempo que tinha de entregar com ela.

Não houve uma parte mais difícil que as outras — foi tudo difícil, porque cada decisão de estrutura vinha antes de eu ter experiência suficiente para a tomar. Escolhia uma forma de organizar os dados, avançava, e duas semanas depois percebia porque é que não servia. Repeti isso vezes suficientes para deixar de ser azar e passar a ser aprendizagem.

Foi o projeto que me ensinou que escrever código é a parte fácil. A parte difícil é decidir a estrutura que o sustenta — e essa decisão toma-se antes de existir código para a julgar.

Resultado

Entregue e apresentada em 2021, com a loja e o back-office a funcionar sobre o mesmo modelo de dados.

O que faria diferente

Desenharia o modelo de dados no papel antes de abrir a ferramenta. Em 2021 comecei pelos ecrãs, porque eram a parte que eu conseguia ver — e cada vez que a estrutura por baixo estava errada, tinha de refazer os ecrãs também.

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